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INFRA-ESTRUTURA |
O Sistema metroviário caracteriza-se por ser um transporte de massa, transportando um grande número de pessoas com rapidez e segurança, porém em faixa restrita, denominada Área de Domínio da Metrovia. Esta delimitação faz com que não haja interferência com o tráfego rodoviário, pois é construído em vias exclusivas: túneis, ou mesmo à céu aberto, porém não utilizando-se de passagens de nível devido ao reduzido intervalo entre as composições.
Enquanto as ferrovias caracterizam-se pela longa distância que percorrem, os Metrôs operam nos centros de grande densidade urbana, com curtas distâncias entre suas estações e com um tempo curto de viagem entre a origem e o destino.
No Sistema Metroviário, é de extrema importância o trinômio Trilhos de Rolamento - Trem - Energia, pois sem um deles, os outros não conseguem fazer o Metrô funcionar.
Trilhos de Rolamento - dois trilhos de aço paralelos que formam a pista de rolamento, onde as rodas trafegam. Estas rodas, por sua vez, possuem guias que as mantêm sobre os trilhos de rolamento, evitando o descarrilamento.
Os trens que circulam ao longo de uma linha utilizam-se de dispositivos que permitem seu desvio para outra linha, chamados Aparelhos de Mudança de Via (AMV). Os AMVs também são instalados nos trilhos de rolamento das estações terminais para possibilitar o retorno da composição.
Nas estações terminais, o processo de retorno da composição é feito através da troca de comando da cabine dianteira para a cabine traseira da composição.
A Energia necessária para o funcionamento do Sistema é fornecida pela Concessionária de Energia, em uma tensão de 138 quilovolts (KV) que é reduzida e transformada em 750 VCC (voltagem em corrente contínua). O trem recebe essa energia através do trilho de energia elétrica, que é uma barra de aço instalada lateralmente ao longo de todas as linhas. Os trens captam a energia com suas sapatas coletoras de energia, que deslizam sobre os trilhos de energia elétrica.
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